Esqueci de avisar...
... que troquei de endereço. Atualizem seus bookmarks: Rua Engenheiro Rodri...oops. é o do blog, né?
É [aqui], ó!
até mais, foi um prazer conhecê-los.
Exclusão
Eu fico desdenhando sobre o final da minha vida acadêmica mas sei que vou sentir falta. Hoje foi o primeiro golpe do "acabou seu tempo universitário, vá trabalhar, vagabundo". Fui excluído do JúpiterWeb! O sistema eletrônico de graduação da USP, que tanto causou dores de cabeça ao excluir optativas ou me matricular na turma errada, não reconhece mais meu login/senha. Ai, que tristeza... mais um pouco e vou mandar emoldurar meus cartões de matrícula! Bah...
Agora deixa eu voltar à minha tarefa de jogar fora TODOS os textos inúteis que andei xerocando/imprimindo nos últimos 8 anos da minha vida...hauhauhauha
Baboseiras de ano novo
(Tá, tá. Não são baboseiras e eu estou sendo ranheta. Desculpem. Vou começar de novo.)
Como todo começo de ano, as pessoas renovam sonhos, esperanças e estão todas muito bem dispostas para começar o ano da melhor maneira possível e... ahn, não dá. Blá blá blá amor blé blé blé saúde bli bli bli dinheiro bló bló bló família blu blu blu paz. É sempre a mesma coisa. Pronto, já deixei a minha *meiga* mensagem de feliz ano novo. Vou direto aos fatos: resolvi fazer uma listinha de promessas de ano novo. Para não correr o risco de não cumprir nada, tentei ser o mais realista possível. São somente sete promessas, já que 7 é meu número da sorte e eu fiquei com preguiça de fazer mais.
1. Projeto GPD. É o famoso projeto "Gostoso pra dedéu" que eu tinha quando comecei a correr 3x por semana. Resolvi deixá-lo como promessa de ano novo, mas a sigla, somente. Porque se no final do ano, ao invés de 0%, eu tiver 100% de gordura abdominal, posso dizer que o projeto era de "Gordura pra dedéu" e pronto. Promessa cumprida.
2. Vida social. Tentarei retomar a minha vida social. Cabe uma definição minha: vida social é o número de horas que eu passo fora de casa, sem contar as horas de trabalho. Notem que eu nem mencionei a palavra "diversão". Há! Além de sair, querer se divertir? Não sou tão ambicioso, assim. Mesmo porque, pela minha definição, tempo no trânsito ou indo na padaria conta como vida social. A meta é: 10 horas mensais de vida social. Isso equivale a umas quatro idas ao cinema ou três encontros com amigos ou dois moteizinhos ou um dia no trânsito de São Paulo.
3. Não deixar mais trabalhos da faculdade pra última hora. Há! Seria a promessa mais difícil de cumprir, mas como eu me formei, acho que vai ser uma boiada! Já até vou deixar marcadinho aqui: [promessa cumprida] !
4. Cigarro. Essa é dureza. Parar acho que não dá e, a bem da verdade, eu nem quero. Sinto muito, cresci vendo propaganda de homem rústico, gostoso e viril da Marlboro. Sou vítima da propaganda!! Mas reconheço que não é um ato que faça bem à saúde. Vou me permitir um cigarro para cada boa ação que eu fizer, tipo recompensa, sabe? Vou até fazer uma lista de boas ações. Mas isso só vale depois que eu tiver essa lista pronta. Até lá, sigo meu limite pessoal de 5 cigarros diários (cumulativos).
5. Lista de boas ações da promessa acima. (Bem, se eu não cumprir essa, tudo bem. Ninguém cumpre tudo o que promete, né?)
6. Blog. Dedicar mais tempo ao blog. Um post semanal? Muito, né? Um post mensal!! Muito, ainda. Acho que um post a cada 3 meses tá de bom tamanho. Cumulativos, óbvio. Se eu postar mais, tudo bem, é bônus. Mas a obrigação fica sendo 4 posts anuais. E tá ótimo!
7. Menos amargura. Essa eu tenho CERTEZA de que não vou cumprir. Mas fica a promessa. De verdade, eu queria ser uma pessoa um pouco mais meiga pura gentil singela bucólica cândida alva católica apostólica romana alegre serelepe pueril e bondosa. Juro.
... e vamos que vamos!
Isso á tãaaaaaaaaao romântico!
Tem coisas que eu não entendo. Coisas de gente amarga, sabe? Não sou a pessoa mais romântica do mundo e nem quero ser. Pelo menos não desse romantismo de filme/novela. Tem algumas variáveis nesse tipo de romantismo que eu acho deveras estranho. Até aí, tudo bem, porque eu acho mesmo muita coisa no mundo extremamente estranha. O que me incomoda um pouco (poque amargos se incomodam....) é que muita gente simplesmente transpõe a cena big romântica do filme novela e acha que tá sendo o Don Juan de Marco ou a Sabrina. Infelizes.
Quer coisa mais brega que jantar à luz de velas? Tá, o brega sou eu quem acho. Mas tem mil e um outros motivos pra ser contra isso. E destaco pelo menos 3:
1. Vocês já jantaram à luz de velas, quando acaba a energia elétrica em casa? E já repararam que não dá pra ver o que se come? Gente, vocês já devem até ter comido mosca que caiu na sopa no escuro! Agora imagine a cena em um restaurante chique francês, comendo escargot. E agora me digam onde está o romantismo da cena...garçom quando vê que tem casalzinho jantando à luz de velas, coloca o resto do resto na mesa, já que ninguém vai reparar mesmo....
2. Helloooo! Estamos no Brasil, país tropical (leia-se quente). Aí você lá comendo uma massa deliciosa e saboreando um vinho super big caro, acompanhado do ser amado. Aí a proximidade bebida/chama da vela esquenta o vinho. Aí entra uma noiva com buquê de couve-flor na mão, um padre, 16 casais vestindo camisa xadrez e vestidos de chita e começam a gritar: "Olha a cobra! Uhhhhhh! É mentira! Aaaaaah!", tudo ao som de sanfona. Sim, porque VINHO QUENTE só em festa junina. O que, convenhamos, não é lá romântico, certo??
3. Aí vocês estão lá, em um jantar à luz de velas, quando o queridão se levanta, vai até ao seu lado, mostra uma caixinha de veludo preto abre e mostra um anel de ouro branco com um diamante de 7634 quilates e te pede em casamento. Aaaaaaaaaahn, que romântico. Aí você fica feliz, abre os braços para abracá-lo e beijá-lo com amor e paixão. Aí esbarra na vela, que cai na toalha de linho, que começa a pegar fogo e incendeia o restaurante todo. Pronto. O casal-feliz-meigo morre carbonizado. Fogo é perigoso! Queima! Velas potencializam acidentes!!! Acidentes não são lá muito românticos, são?
Claro, não dá pra generalizar. Um casal piromaníaco, por exemplo. Um jantar à luz de velas é promessa de uma noite quente (perdoem-me o trocadilho). Aí está o verdadeiro romantismo. Romace tem que ter um significado para o casal, particular, exclusivo. Algo que faça sentido para o casal e ninguém mais. Oras, se o casal se conheceu comendo no McDonalds do shopping Paulista, que mal há em se fazer uma refeiçãozinha lá, pra celebrar os 5 anos de amor e paixão? Até fast-food pode ser romântico....
A fortuna
A Fortuna é a divindade responsável pela distribuição dos bens e valores ao mundo. Ela é representada com uma cornucópia (pausa pro dicionário) e um timão (burro, não é o Corinthians!) nas mãos e os olhos vendados. Os olhos vendados significam a distribuição aleatória, sem favorecimentos. Tipo um uni-duni-tê, sabem? Então...
A mitologia acaba nesse ponto. Daqui em diante é coisa da minha cabeça. Crianças, não coloquem isso no trabalho de escola de vocês...
Daí que eu acredito que para cada família há uma cota fixa das coisas. Uma massa corpórea de 200kg deve ser distribuída entre 3 irmãos. Aí vai a madame lá e dá 60kg pra um, 65kg pra outro e 75kg pra outro. Coisas assim. Mas nem sempre as coisas são assim, fáceis de distribuir. Uma coisa é distribuir 84 pintinhas entre 2 irmãs. Outra coisa é distribuir qualidade de sono pra três irmãos. Tipo, em uma escala de 1 (insônia) a 10 (dormir rápido e que nem pedra) pontos, ter q distribuir 18 pontos, entre três irmãos (no caso eu, meu irmão e minha irmã).
Por que não dar 6 pontinhos pra cada um, garantindo boa qualidade de vida aos três?? Nããããão. Aqui em casa a distribuição foi super hiper ultra mega blaster high advanced professional desigual. A minha irmã ficou com uma boa quantia: 7 pontos. Sono bom e de boa qualidade. Aí sobram 11 pontos. Claro que eu, azarado, fiquei com um mísero ponto. Não tenho duas noites decentes de sono há mais de dois anos. Injustiça. Eu demoro muito a pegar no sono: se eu contasse carneirinhos, ultrapassava fácil a marca de 1 zilhão, ou até eu começar a perder as contas: quatrocentos e setenta e nove mil, trezentos e vinte e um, quatrocentos e setenta e nove mil, trezentos e... saco! Esqueci!
O mais engraçado disso é que meu irmão (protegidinho!) dorme em qualquer lugar. E em menos de 2 minutos. Inveja! Teve uma vez que, em família, jogávamos buraco. E buraco em família, já sabe, né? Partidas com 4 baralhos, acabando em 5.000 pontos e durando, no mínimo, 6 horas de jogo. Pois bem. Numa dessas, estavam os times jogando tranquilamente, às 23h de um sábado qualquer aí, no que chega meu irmão da rua. Como ele nem curte jogar essas coisas, foi pra sala assistir a um DVD ÓTIMO dele: Kenny G, aquele do saxofone, lembram? Aí a gente até achou bom porque da cozinha a gente ouvia o som da TV/DVD e jogar baralho com musiquinha de fundo é ótimo. Lembrem-se: 23h.
Lá pra uma, uma e meia da manhã, um dos meus primos comenta: "nossa, o DVD lá na sala deve estar na função repeat. Já ouvi essa música, logo que o R. (meu irmão) começou a ver o DVD!" Ahn, cachorro do meu irmão. Já conseguiu dormir. Aposto que na terceira música já tava roncando. Aí não sei quem foi lá pra sala pra desligar a TV. E voltou morrendo de dar risada. De fato, meu irmão já estava babando forte. Mas o protegidinho adormeceu ANTES de dar play: a musiquinha que a gente tava ouvindo era a que tocava no menu do DVD! Ou seja: entre colocar o disco no aparelho e o aparelho ler o DVD meu irmão dormiu. Isso dá... 35 segundos?
Eu digo que a vida é injusta....
Denis
O nome Denis deriva de Dionísio, o Deus do vinho, na mitologia grega. Na mitologia romana equivale a Baco que, além dos vinhos, reinava sobre os bacanais. Pois bem...
Eis o paradoxo dos paradoxos: que tem euzinho a ver com vinhos e com bacanais?? Tá na cara que meus pais não souberam escolher o nome dos filhos....
No meu aniversário, decidi fazer algo que não faço nunca: jantar fora. Nada muito chique, mas nada de miojo em casa. Fui com L. no Súbito comer uma massa e tomar um.... vinho. Cara, eu sei que existem várias frescuras em relação a vinhos, carta de vinhos e blá blá blá, mas vamos aos fatos:
Primeiro que eu nem sabia diferenciar um vinho do outro, no menu. Pra mim, todos tinham nome de algum autor francês que eu li em alguma aula de história da arte. Se eu pedisse um vinho abcd e o garçom trouxesse o vinho efgh, eu nem ia perceber a diferença e ainda era capaz de elogiar o vinho que eu “escolhi”.
Segundo que eu nem sabia dessa do garçom colocar um pouco na taça do HOMEM (arrã) da mesa para que o mesmo possa DEGUSTAR (arrã) o vinho ESCOLHIDO METICULOSAMENTE (arrã) e, então, aprovar ou rejeitar e pedir outro vinho. Sem sentido! Se fulano faz uni duni tê no menu e pede um vinho qualquer tem mais é que assumir a culpa da má escolha!
Terceiro que a gente opta em pedir x taças ou a garrafa. Pedimos a garrafa, óbvio. E eu querendo tomar a garrafa toda pra não ter que levar o resto pra casa, numa sacola branca, dentro da mochila. Mas, vocês sabem, eu não curto muito bebidas fermentadas. Passo mal. Só pedi vinho porque massa com vodca nem combina...
Próxima comemoração de qualquer coisa, vou comer algo que combine com destilados. Aceito indicações. Pode ser vodca, rum, cachaça...
Hunfs.
PS. Repararam que eu tive a decência de nem me dignar a atrever a falar sobre os bacanais, né? Falta de autoridade no assunto total e completa! XY-XY-XY não me pertence. Aliás, a bem da verdade, nem XY-XY me pertence mais. Aliás, novamente, mal XY me pertence.....
Calma!
Gente, calma. Muita calma. Não desisti do blog não. Mas procrastinador sabe como é, né? Tô tentando tentando tentando escrever a minha monografia, mas tá cada vez mais difícil. Aliás, alguém entende de semiótica, representação gráfica e coisas assim? =)
Anyway...prometo uma big atualização para breve. O caso é que eu tava preparando um super post pra celebrar mais um ano a menos de vida, e deu preguiça de terminar e eu precisava fazer trabalho... enfim.
Em vez de parabéns, aceito contribuições para o meu TCC. Ou algum outro trabalho. Podem assinar a lista pra mim em alguma aula. Qualquer aula. Alguém me ajuuuuuuuda!?
Acho que eu vi um gatinho...
... mas, na verdade não vi nada. Que eu preciso comprar cotonetes não é novidade. Mas descobri que também preciso fazer uma visitinha ao meu oftalmologista e aumentar o grau dos meus óculos. Uns 6 ou 7 graus de miopia e uns 8 ou 9 de astigmatismo.
Belo dia eu tava concentrado no banheiro lendo uma revista. Abro em uma matéria e leio: "o fim da monografia". Eba. Será que nem preciso mais escrever meu TCC? Aí a reportagem falava de amor, relacionamento e tals. Voltei ao título e li, direito dessa vez: "o fim da monogamia"... felicidade de pobre e ultimanista dura pouquíssimo. Pois bem, segui para o meu trabalho com o supervisor bondoso que oferece doce-de-leite e torta aos subordinados.
Aí que chega uma hora ele me chama pra ver um "negócio" na janela. E eu fui. Aí ele aponta:
- Tá vendo ali??
- Não.
- Ali perto daquele poste?
- Que poste?
- Aqui ó. Primeiro poste, segundo poste, ali, no terceiro poste.
- Hmmm não. (aqui começo a ficar nervoso e vejo meu supervisor perdendo a paciência também)
- A marginal pinheiros voce tá vendo, né?
- Ahn, isso sim.
- Então. No rio, na parte de lá, perto daquele poste, tá vendo?
- Aaaaahn tá. (mas nem tava vendo nada, falei só pra encerrar aquilo)
- O que você acha que é???
Pronto. Será que era um teste? Eu tava vendo uma mancha preta, só. Impossível acertar...
- Err... sei lá. Mas é estranho, né? É grande, até!
Falei isso, percebi a asneira e já tava indo assinar minha carta de demissão...
- Pois é!! Muito estranho. E grande, né? Dá pra acreditar que é uma capivara??
Capivara? Eu só vi uma mancha preta... esse pessoal acha que eu tenho zoom automático nos óculos? Pelo menos agradeci aos céus que o meu comentário fez algum sentido...
Aí na volta, observando as ruas e os transeuntes, vi em um aplaca o nome de uma praça: Roquete Pinto. Nem preciso falar o que eu li, né?
Hein!? Vitrola??
Casos em que as pessoas se desentendem por ruídos na comunicação é normal. Vide post abaixo, por exemplo. Acho que o ruído na comunicação mais comum é causado pela falta de cotonete. Falta de higiene auricular. Excesso de cera. Tá, chega. Pode nem ser isso, obviamente, como é o caso da pessoa começar a ouvir, pensar em alguma coisa qualquer sem relação com o papo, voltar e entender algo mal interpretadamente. O caso é que os ouvidos são a porta de entrada. Porque entrada, só no ouvido e nem é com conotação sex... mente limpa, Denis!
Faz um tempo, eu conversava com uma amiga que estava com cólicas. Aí eu perguntei: "Rir piora?". E um amigo que estava junto fez aquela cara de interrogação. No final, ele havia entendido "Hippie ora?". Sim, Reginaldo*, hippies são tementes a Deus e rezam todos os dias... (lembrei do caso de uma amiga de uma amiga que rezava "Pai Nosso, cristais no céu", mas, enfim...)
Situações assim geralmente são engraçadas porque a "coisa entendida" sai totalmente do contexto da conversa. Mas descobri que o contrário também é válido.
Segunda semana no trabalho novo, eu lá, todo concentrado nas tarefas, aí vem meu supervisor perguntar se está tudo bem, se eu precisava de alguma coisa. Respondi que, no momento, não. Aí ele diz, apontando pro móvel abaixo do quadro de avisos: "Aqui tem estilete, tá?". Como ele sabe que eu ia precisar de um estilete até o final do dia?? E por que os estiletes não ficam no armário com material de escritório, lá do outro lado? De qualquer modo, respondi "ahn, tá. Tudo bem". Depois fui lá pra cozinha e passei ao lado do tal móvel-que-tem-estilete. Em cima do móvel, tinha um pote de doce-de-leite. Aaaaaahn tá. Ele estava me oferecendo "doce-de-leite", e não "estilete".
No dia seguinte, eu estava lá, novamente, todo concentrado, apesar do cheiro de tinta. Sim, um moço estava lá pintando a porta da cozinha. Algum tempo depois, aparece meu supervisor, apontando na direção da porta da cozinha, que fica ao lado do móvel-com-estilete: "Você viu a porta?". Respondi que sim e ele foi lá pra mesa dele. Oras! Claro que vi! Não sou cego e, além de tudo, o cheiro de tinta tava nauseante. Que coisa sem sentido perguntar isso! Depois de um tempo, fui buscar um pouco de café e, novamente, passei ao lado do móvel-que-tinha estilete. E tinha uma torta em cima do dito cujo. Aaaaaahn tá. Ele perguntou se eu tinha visto "a torta"!
Preciso mesmo comprar cotonetes...
*nomes trocados para preservar a integridade moral das pessoas. Sinto muito, é a política desse blog.
Hahahahahahaha
Pois bem. Como bom quase-bibliotecário que sou, tenho lá as minhas manias do ofício. E não tô falando de ir na livraria e ficar alinhando os livros na estante, não. É a minha bela mania de tentar categorizar tudo. Aí, aproveitando o gancho [ disso aqui ] arranjei mais coisas pra classificar e categorizar e carimbar e colar etiqueta e colocar na estante.
No fim da reportagem, diz que "se, para você, internet ainda é o trio e-mail, MSN e Google, que tal ir mais fundo?". Então, vamos mais fundo. Porque ir mais fundo, só assim mesmo.... (Viram? mente limpa, pura, meiga, cândida, gentil e bucólica....)
Vamos humanizar o MSN. Já tive vários problemas no MSN porque, muitas vezes, fui mal interpretado ou interpretei mal alguma fala. Todos já devem ter passado por isso, né? Por exemplo, quem nunca deu um tchau apressado por causa do chefe se aproximando e a outra parte considerou uma falta de educação sem tamanho e te mandou ir tomar bem no meio do seu ** (mente limpa, Denis! mente limpa!) ??
Para resolver uma parte do problema, fiz um longo estudo interpretativo das risadas pelo MSN. Isso vai te ajudar muito. Não é fantástico saber se uma pessoa ri DE ou COM você, sem ao menos ouvi-la ou vê-la, só vendo um emaranhado de letrinhas no monitor? Pois é. Claro, tem uma pequena margem de erro de aproximadamente 2,7% pra mais ou pra menos, mas deve sevir para a grande maioria das conversas. Eis:
hahahaha >>> é a risada forçada. A pessoa não achou graça no que você disse, mas quer mostrar que achou engraçado.
Ex.: - Meu, derrubei o zippo que você me emprestou na privada!
- Hahahaha, acontece. Deixa pra lá. (e a pessoa pensa: "espero que você morra!")
hehehehe >>>> risada irônica. Cuidado com essa risada.
Ex.: - Meu, derrubei meu celular na privada!
- Hehehehe, mas onde estava o celular pra ele cair na privada, hein? (e a pessoa levanta uma sobrancelha e sorri maliciosamente com o canto da boca)
hihihihihi >>>> risadinha contida. Certamente a pessoa é temente a Deus e riu de algo politicamente incorreto. Mas tende a ser sincera. É muito semelhante àquela risada marota de quem peida no elevador
Ex.: - Meu, derrubei meu carregador de celular na privada. Como o do meu chefe é igual, fui lá e troquei com o meu!
- Hihihihih, você é malvado e sapeca! (e a pessoa balança os ombros e coloca a mão na frente da boca)
hohohoho >>>> bom, ninguém ri desse jeito, só o Papai Noel.
Ex.: - Meu, derrubei meu celular na privada.
- Hohohoho, não se preocupe. Vou te dar um novo, no Natal.
huhuhuhu >>>> risada desafiadora. Equivale a um "duviiiiidooooo"
Ex.: - Meu, derrubei meu carregador de celular na privada. Como o do meu chefe é igual, vou lá trocar com o meu!
- Huhuhuhu, até parece! (e a pessoa balança a cabeça em sinal de negativa e olha com desprezo pro monitor)
huahuahua >>>> é a risada mais sincera. É uma gargalhada, mesmo. É quase uma risada de retardado mental, mas é muito verdadeira.
Ex.: - Meu, derrubei o celular na privada!
- Huahuahuahua, é a sua cara! (e a pessoa quase cai da cadeira)
kkkkkkkkkkkkkk >>>>> era classificada como sincera, tal qual o "huahuahua". Mas estudos recentes mostram que uma pessoa que repousa o dedo em uma única tecla por 3 segundos não pode estar rindo verdadeiramente. A pessoa riu por rir.
Ex.: - Meu derrubei meu celular na privada!
- kkkkkkkkkkkkk. (aí a pessoa fecha a janela do MSN e continua a ler sobre o fechamento da Bolsa de Frankfurt)
rs >>>>> típico sorriso amarelo. Quase um "e daí? E eu com isso?"
Ex.: - Meu, derrubei meu celular na privada!
- rs ( e a pessoa pensa: "Tanta vida pra viver e eu tenho que ficar ouvindo asneira....")
rs rs rs rs >>>> ver a risada "hahaha". É a mesma coisa.
kopapokaokapokapokapoka >>>> risada de EMO. Assim como tudo na vida de um EMO, é uma incógnita. Pode equivaler a qualquer tipo de risada já descrita aqui. Aliás, como será o som dessa risada?
Bom, essas são as mais comuns. Eu conheço gente que ri "AhUsuSauhSHuah", "HuPfAhAFuPAfHA" e coisas parecidas. A regra geral é: se a risada tem 3 letras ou mais, equivale ao "huahuahua".
Chega de asneiras. Vou ali terminar mais um capítulo do meu TCC. hahahahaha
Mente suja
Ultimamente eu tenho idéias poluídas em minha mente, de cunho moral e sexual. E também de cunho natural, pré-natal, lamaçal e ana...lógico. Hahaha, e, se pensou em "anal", você também tá com a mente poluída. Enfim. Minha educação católica apostólica romana devota e beata me impede de dizer tudo o que se passa pela minha cabeça. Para "curar" isso só com muita reza braba. Ou sessões de fisioterapia. Não, não, eu não errei. Não é terapia, não. É fisioterapia, mesmo. Explico...
Como é do conhecimento de vossas senhorias, tive um pequeno acidente no polegar e perdi os movimentos do infeliz. Mas a fisioterapia veio pra resolver o meu problema. Três vezes por semana, fazendo exercícios de puxar elásticos e esticar toalhas não foi fácil. Quer dizer, essa era a rotina das primeiras semanas. Com o passar do tempo e a minha recuperação, vieram exercício mais complicados, com massa de modelar, palitos e etc. Até que cheguei no nível mais avançado de exercícios. Super hiper ultra mega blaster high advanced plus professional hard exercícios.
Consistia em puxar umas pecinhas que ficavam encaixadas em uma placa de plástico. O problema é que o exercício é conhecido pelo formato da pecinha, que mais se assemelhava a uma... errr... chupeta. Aí a fisioterapeuta gritava laaaaá do outro lado da sala: "Denis, você já fez a chupetinha?? Não esquece, hein?? É bom você fazer bastante a chupetinha!". Bem, resumo da ópera: com mais 5 pessoas na sala e sendo questionado sobre a chupetinha, eu não poderia dar um sorriso maroto, uma piscadela com o olho direito e falar maliciosamente "jaaaá, sim!!". Era preciso não rir, não ficar vermelho e nem sem-graça. E, pra conseguir isso, só limpando a mente, mesmo....
Infelizmente a minha recuperação foi rápida demais e já não preciso mais fazer fisio-terapia. Minha mente vai se poluir de novo...
Lado B
Eu achava que eu era preguiçoso. Todo mundo me acha preguiçoso. Até o blog acha isso! Pééééééé! Engano. Pro governo de vocês eu sou simplesmente uma pessoa B...
E não fui eu quem disse isso, não... tá [ aqui ], ó!
Incrível o que inventam pra justificar a preguiça.... gostei especialmente do trecho que diz "(...) diferentes ritmos biológicos também são uma realidade nas escolas, onde um grande número de crianças e adolescentes tem dificuldades de concentração pela manhã. Ou seja, esses alunos não têm exatamente preguiça de levantar para ir à escola --eles são apenas pessoas B."
Eu sempre disse que queria ir pra Dinamarca...errei por alguns poucos quilômetros. O futuro está é na Suécia.... Estocolmo, lá vou eu!
ps. Olhem o horário do post. É óbvio que sou B...
Reality shows
Tudo bem, admito que sempre assisti a esse tipo de programa, desde os extintos "Road rules" e "The Real World", da MTV. Diversão barata, não exige neurônios, é praticamente uma novela das oito. Aí no mês que eu fiquei parado por causa do dedo, acabei assitindo moooita televisão. Moooooito seriado. Consequentemente, mooooito reality show, também...
Modelos têm seu próprio reality show (America's next top model). Tudo bem, a gente se diverte vendo modelos burras congelando pra tirar fotos de biquíni em geleiras e caindo de cima de elefantes. Aí os bastidores também ganham seus RS: estilistas (project runway) e cabelereiros (blow out). Tudo muito fashion. Tudo que é fashion desperta interesse da geral. Tudo que desperta interesse da geral merece um reality show. É simples... a televisão transforma tudo que é profissão/carreira em reality show. O Aprendiz e seus administradores (ou coisa que valha). Top Chef e seus cozinheiros. On the lot e seus cineastas. Claro, American Idol e seus cantores (becaaaaaause of you...). The Contender e seus boxeadores... e esses são os que eu lembro.
INJUSTIÇA. Quero um reality show para bibliotecários também! Eu sei que é uma profissão que, aos olhos da geral, não desperta muito interesse. Mas a mágica da televisão vai fazer parecer tudo lindo e onírico e legal e atraente. E fashion. Seguindo estereótipos, todos participantes serão mulheres, exceto um que será gay. Todos serão velhos, com mais de 40 anos. E malamados. Menos o gay, porque gays são felizes, por assim dizer.
Na primeira semana, Dona Serafina perdeu a prova em que tinham que executar o "SHHHHHH" mais alto.
Dona Helena caiu fora na semana seguinte porque não conseguiu encontrar um livro do Machado de Assis em uma sala com estantes cheias de livros de Paulo Coelho, Bruna Surfistinha e Zibia Gaspareto.
Dona Elizabeth não conseguiu fazer coques nas cabeças de atrizes vestidas de bibliotecárias. Dona Cida, coitada, foi parar no hospital na prova de tirar o pó de estantes. E assim vai.
Em prova dramática na 7ª semana, 3 bibliotecárias foram eliminadas pelo Google.
Na final, estavam Dona Josefa e Seu Serafim, o gay. A prova foi realizada na Biblioteca do Congresso, nos EUA... deveriam achar o único livro fora de lugar nos 700km de corredores de estantes. A prova durou 16 horas. Seu Serafim venceu. Dizem que foi tudo armação, mas eu acho que a sociedade anda mais tolerante. Se gay já venceu BBB, pq não pode vencer uma edição do LoA (Librarian of America), edição tupiniquim? Hein? Hein? Seus preconceituosos...
Pensem bem: defendam a causa da sua profissão, da sua carreira! Exijam reality show pra ela também!!
Hospitais?? Brrrr... que medo!
Não tem jeito. Eu tenho medo de hospitais.Sempre vou associá-los a tragédias, mortes, doenças, catarro sangrento, pus e cortes no polegar direito. Por que seria diferente nessa minha última passagem por um? A parte boa é que não tive muito tempo para sofrer por antecipação. Explico: era uma terça-feira, 9h da manhã e eu tinha uma consulta com um ortopodista especialista em mão. Cheguei no consultório e o médico mal tirou o curativo e já disse que ia ter que operar. Há, ele deve estar brincando... mas quando ele me pediu pra fazer uns movimentos com a mão, percebi realmente que algo estava errado quando nem consegui mexer o dedo. Pois bem, já estava convencido de que ia ter que operar, mesmo...
Aí o moço lá pegou a agenda dele e disse que ia ver quando ia poder me operar. Vira uma página, vira duas páginas e eu já pensando que ia ficar mais duas semanas com o dedo sem movimentos. Quando, de repente, não mais que de repente, ele sentenciou: "vamos operar hoje de noite. Pode ser?". PÓ PARÁ! Como assim, hoje de noite, doutor??? Cirurgia não é como "vamos ao cinema hoje de noite?". Tem que ter toda uma preparação... mas não teve jeito, fui operado no mesmo dia!
Desse instante até o centro cirúrgico passaram 10 horas. Vejamos o lado bom: só tive 10h pra ter aquele nervosismo pré-cirurgia, terminar um trabalho da faculdade que devia enviar à professora no dia, tirar trocentas ampolas de sangue para os exames, vestir aquele macacão-com-ventilação-para-as-nádegas, responder 142 vezes um questionário de saúde e ser sedado.
A cirurgia em si nem foi lá um sofrimento. Afinal, eu estava sedado, andando por grandes corredores amarelos, cheios de portas pretas e verdes, ao som de Fatboy Slim. O problema foi a sala de recuperação. Não a sala em si. Mas é que lá pelas tantas da noite eu acordei morrendo de vontade de fazer xixi. Aí chamei a enfermeira, mas ela disse que eu não podia me levantar ainda e, além disso, não havia banheiro naquela sala. Pronto! Vou ter que mijar nas calças? Oops, no avental-com-ventilação-para-as-nádegas? Mas não, ela me trouxe um bico-de-papagaio. Claaaaaro, agora sim eu conseguiria fazer xixi: todo tonto dos sedativos, sentado numa maca, trajando o avental-blablabla, com mais uns 8 pacientes na sala e uns 4 enfermeiros andando de lá pra cá! Nunca um banheiro imundo de boteco porco me pareceu tão convidativo. E privativo. Acabou que eu só consegui fazer xixi lá pelas 2 da manhã, quando voltei para o quarto. No bico-de-papagaio...
Ainda tenho medo de hospitais. Mas não pelo sofrimento, dor e tragédias associadas. Mas por causa [ disso aqui ] ...
Porque milagres acontecem...
Pois é, resolvi, definitivamente, ressuscitar o blog. Eu andava meio transtornado mentalmente até que a fluoxetina chegou em minha vida. Mentira, não tomei remédio, não... mas o transtorno mental aconteceu, de fato. Adicione a minha preguiça e pronto: quase um ano sem postar. Mas aqui estou, de volta, depois de inúmeros pedidos de 50% de toda a população mundial que lê esse blog. Traduzindo em números: 2 pessoas.
Na verdade, eu tava querendo matar o blog, ter uma grande idéia, achar um template mega legal e voltar com tudo, arrasando corações. Não deu certo. Aí fui revendo meus conceitos e decidi que ia buscar um template neutro/ medíocre e, quando algo realmente interessante acontecesse na minha vida morna, voltaria a postar. E eis que aconteceu algo: sofri um pequeno acidente. Infelizmente, o acidente envolveu a minha mão direita e isso me impediu de postar logo após o "algo realmente interessante"...
Agora que já estou recuperado, estou de volta ao meu novo velho blog. Ex-linkados que ainda sobrevivem na blogosfera, favor manifestar sinal de vida, ok?
Então é isso. A velha forma veio tão como era que me deu preguiça de continuar a postar e, além disso, tenho coisa da faculdade pra ler... hahaha.. See you soon! =)